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Ousadia, coragem
e dignidade

Professora, mestra e doutora em educação. Mulher negra e periférica, candidata a Deputada Federal por Minas Gerais pela Federação PSOL/Rede.

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Trajetória

Conheça Maria da Consolação

Maria da Consolação

Tenho uma história de lutas em defesa dos direitos das trabalhadoras e trabalhadores desse país. Minha trajetória é marcada pelo compromisso e a defesa dos serviços públicos, pela garantia dos direitos sociais e por uma sociedade justa e democrática.

Como professora da escola pública da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte e da Universidade Estadual de Minas Gerais, atuei pela valorização da educação pública gratuita e de qualidade para todes.

Em Belo Horizonte atuei de forma comprometida com as comunidades que trabalhei como professora, valorizando as culturas locais, negras e periféricas das populações pobres e marginalizadas. Na Educação Municipal lutei por mais de 30 anos para garantir a valorização dos professores públicos, pela melhoria das condições de trabalho e pela valorização dos docentes.

Na luta pela garantia dos serviços públicos de qualidade para a população, lutei pela valorização dos servidores públicos municipais e pela construção de um plano de carreira que favoreça a trabalhadora e o trabalhador público. Participei ativamente de diversas mobilizações para impedir a retirada de direitos tanto dos serviços quanto do funcionalismo público.

Desde a juventude estive nas lutas e articulações dos movimentos de Vilas e Favelas de Belo Horizonte, mas também na luta pelo direito à terra e à reforma agrária. Como mulher negra e periférica, sempre estive envolvida com as lutas das populações negras no Brasil, lutando contra as desigualdades e o racismo estrutural e histórico presente na sociedade brasileira.

Faço parte da geração que lutou pelas cotas de mulheres nas direções partidárias e nos movimentos sociais, e pelas cotas de representação política. Fui uma das articuladoras da participação do Brasil na Marcha Mundial de Mulheres. Hoje participo do 8M Unificado. Ao longo da minha trajetória aprendi a urgência de compreendermos como as dimensões de classe, gênero e raça estão articuladas entre si.

Ao longo dos anos foram muitas vitórias e conquistas. Acredito que só a luta muda a vida. E em tempos de barbárie, a luta coletiva é fundamental como instrumento de libertação e construção de alternativas de presente e de futuro.

O que Maria defende

Propostas

Coragem

Serviço público, saúde e soberania

  • 1Lutar e articular mobilização local e nacional pela Reestatização da COPASA retomando o controle público da empresa.
  • 2Lutar e articular mobilização local e nacional pela Reestatização das escolas estaduais privatizadas, pelo fim da militarização das escolas, e a elaboração de um projeto educacional, com participação efetiva de seus profissionais, estudantes e famílias, que garanta o acesso, permanência e conclusão da educação básica de milhões de pessoas com mais de 15 anos que ainda não a realizaram.
  • 2Valorização dos serviços públicos e dos servidores e servidoras municipais, estaduais e federais com planos de carreira e salários condignos
  • 3Defender o SUS e contra a política de desmonte da saúde pública .
  • 13Garantir a soberania das nossas terras raras com investimento em pesquisas e tecnologia a partir das nossas instituições de pesquisa.
  • 14Enfrentar a mineração predatória com investigação e garantia de proteção aos servidores que realizam a fiscalização da destruição ambiental

Ousadia

Economia popular, clima e mobilidade

  • 4Fim das renúncias fiscais que tiram diretamente receitas que deveriam ser aplicadas nos serviços públicos.
  • 5Implantação do Planejamento e do Orçamento Participativo assegurando à população a participação direta na definição de prioridades para aplicação dos recursos públicos estaduais.
  • 18Construção de uma política articulada de desenvolvimento com o enfrentamento da crise climática.
  • 6Investimento em educação, ciência e tecnologia para garantir um projeto de desenvolvimento do Brasil que enfrente a mineração predatória e promova a sua diversidade econômica, com a participação efetiva das instituições estaduais e federais de educação superior.
  • 7Implantação da Tarifa Zero começando pelas regiões metropolitanas nos ônibus, no metrô e nos trens urbanos.
  • 8O retorno dos trens de passageiros de forma articulada com o desenvolvimento regional que os diversos movimentos sociais já estão elaborando, inclusive, junto ao governo federal.
  • 9Estabelecer que os governos municipais e estaduais não realizem contratação de empresas que adotem a escala de trabalho 6x1.

Dignidade

Terra, cidade e segurança pública

  • 10Reforma agrária com a regularização fundiária e fortalecimento dos assentamentos e acampamentos rurais.
  • 11Reforma urbana com a regularização fundiária e fortalecimento das ocupações urbanas
  • 12Incentivar e promover com políticas efetivas a agricultura familiar e a agroecologia como um dos instrumentos de desenvolvimento econômico.
  • 15Construção de uma política articulada de desenvolvimento com o enfrentamento da crise climática.
  • 16Enfrentamento ao trabalho escravo que persiste no Brasil em várias cadeias produtivas e também no trabalho doméstico.
  • 17Elaboração de uma segurança pública que enfrente o feminicídio e o genocídio da juventude negra, com valorização dos servidores civis e militares, garantindo investimento em uma polícia investigativa com avanços tecnológicos.

Pauta nacional

Principais lutas

01

Revogar o Novo Teto de Gastos e instituir o Regime de Planejamento Orçamentário por Metas Sociais, Ambientais e de Soberania

02

Revogar a contrarreforma trabalhista e reorganizar direitos, jornada e renda

03

Revogar a contrarreforma da Previdência e reconstruir a proteção social

04

Acabar com a autonomia do Banco Central, combater o endividamento ilegítimo das famílias e reorganizar juros, crédito, câmbio e capitais

05

Reduzir a carga tributária paga pelos mais pobres e tributar a renda e a riqueza dos mais ricos nos padrões internacionais

06

Reverter a desindustrialização e construir o Sistema Nacional Verde e Soberano de Inovação

07

Reestatizar setores estratégicos, garantir soberania energética e criar a Terrabras

08

Garantir comida barata com reforma agrária, CONAB forte e regulação de preços

09

Substituir o Programa Nacional de Desestatização e o processo de privatização nos estados e municípios por um Programa Nacional de Reestatização coordenado pelo governo federal

10

Rejeitar o Acordo Mercosul–União Europeia e reconstruir a soberania comercial

Nossas Lutas

Coletivos e movimentos com os quais Maria constrói junto.

Coletivo Vozes Maria

Nasceu da campanha de Maria ao legislativo municipal e segue organizando apoiadoras e apoiadores para disputar as decisões que impactam a cidade, Minas e o Brasil.

Instituto Carlos Campos

Criado em homenagem ao militante Carlos Campos, é um espaço comprometido com a memória, a formação e a comunicação dos movimentos sociais.

8M Unificado

Articulação de coletivos e feministas da região metropolitana de BH pela auto-organização das mulheres e por uma vida sem violência patriarcal e institucional.

Campanha Nacional Pelo Direito à Educação

Rede que reúne centenas de entidades pelo direito a uma educação pública, gratuita, inclusiva, laica e de qualidade. Integramos o Comitê Mineiro.

Campanha Fora Bolsonaro

Presença nas ruas desde o #EleNão e no Comitê Mineiro Fora Bolsonaro, em mobilizações permanentes pela democracia.

Ocupação do DOPS-BH: Memória, Verdade e Resistência

Luta para transformar o antigo prédio do DOPS na Casa da Liberdade – Memorial dos Direitos Humanos, contra o apagamento da história da ditadura.

Centelhas

Tendência do PSOL e Movimento da IV Internacional, por uma sociedade sem exploração e opressão, com ecossocialismo, antirracismo e luta antipatriarcal.

Marcha Mundial de Mulheres

Movimento feminista internacional contra a pobreza e a violência sexista. Maria é uma das primeiras articuladoras da Marcha no Brasil.

Movimento Negro Unificado (MNU)

Organização pioneira da luta do Povo Negro no Brasil desde 1978, responsável por conquistas como a lei de cotas e o Dia da Consciência Negra.

PSOL

Partido construído para abrigar a esquerda socialista no Brasil, marcado pela militância negra, indígena, LGBTQIAPN+ e ecossocialista. Maria participa desde a fundação.

Bancada da Esquerda Radical

MARIA É A ÚNICA CANDIDATA DA ESQUERDA RADICAL EM MINAS GERAIS

Conheça a Bancada da Esquerda Radical
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Manifesto

Por que Maria Deputada Federal

Vivemos a urgência de uma construção coletiva de alternativas ao capitalismo e ao modo de vida que ele produz na perspectiva de construção da revolução ecossocialista. É uma urgência em um país que vive um momento de ameaça da entrega de suas riquezas e de retirada de direitos. Um país que está novamente sob o ataque internacional de um novo golpe político e econômico..

A crise capitalista atual nos impõe a máxima de Rosa Luxemburgo: socialismo ou barbárie.

Vivemos um momento histórico de encruzilhada de destinos e precisamos construir cotidianamente o destino que queremos para a humanidade. Eles, os capitalistas, já demonstraram que a concentração cada vez maior riqueza é o seu objetivo.

Apenas um homem, Elon Musk, concentra uma riqueza estimada em cerca de US$ 1 trilhão, que equivale à riqueza líquida somada dos 46% mais pobres da população mundial, o que representa aproximadamente 3,8 bilhões de pessoas.

O número total de pessoas deslocadas à força no mundo chegou a cerca de 114 milhões, seja por causa da crise climática ou de guerras, sendo mais de 35 milhões de pessoas especificamente sob a condição de refugiadas. Milhares de pessoas continuam a morrer afogadas no mediterrâneo.

O feminicídio cresce no mundo e em nosso país, com requintes de crueldade. O genocídio da juventude negra é alarmante. E o número de encarceramentos humanos é assustador.

O governo golpista congela os investimentos sociais em saúde e educação. Em um país com Quase 64 milhões de pessoas acima de 15 anos abandonaram ou não concluíram a escola. 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais não alfabetizadas; 44 milhões de pessoas com 15 anos ou mais sem ensino fundamental completo; 19 milhões de pessoas com 18 anos ou mais sem ensino médio completo. Isto significa 135,4 milhões de cidadãos e cidadãs sujeitos da EJA, segundo o IBGE, ou seja, 63,4% da população brasileira.

A destruição do planeta é um fato concreto apontado por vários pesquisadores e pesquisadoras. O Super El Niño já causa destruição no mundo e no Brasil e é urgente termos políticas efetivas de prevenção. Os refugiados climáticos aumentam drasticamente pelo mundo. Enquanto isso, a extrema-direita brasileira aprova políticas de devastação dos nossos biomas, a privatização da água e energia, a entrega das nossas terras raras.

A quarta revolução industrial impõe ao mundo do trabalho um processo de precarização e pejotização das relações trabalhistas. A maior empresa de transporte do mundo é um aplicativo, a Uber, que não tem um único carro. A maior rede de hospedagem do mundo é um aplicativo, Airbnb, sem nenhum quarto de hotel. O programa de inteligência artificial da IBM, Watson, já ganha do maior jogador de xadrez do mundo, já detecta tumores melhor que os médicos e jurisprudência e legislação melhor que advogados. A Amazon já faz entregas de encomendas via drone. A Alibaba tem um aplicativo de realidade virtual que você compra em uma loja da Macy's os produtos que eles vendem no site como se estivesse andando na loja. A automação vai diminuindo drasticamente a quantidade de trabalhadores em parques industriais e criando um imenso exército de reserva do precariado.

Nossas respostas e alternativas coletivas já estão sendo construídas por diferentes gerações e por nossas juventudes: nas ocupações no campo, na agricultura familiar, nas ocupações urbanas, nas ocupações nas praças e ruas, nos saraus, através de diferentes linguagens do Hip-Hop ao Funk, do grafite à pichação, do teatro, da dança, do carnaval. Nas diferentes formas de organização de subsistência com cooperativas e projetos que emancipam economicamente diversos setores da nossa classe totalmente alijado do “futuro” das grandes empresas.

Nas lutas pela diversidade: pelos direitos das mulheres, pelos direitos à diversidade étnica/racial, pelos direitos LGBTs, pelos direitos à diversidade geracional, pelos direitos à multiplicidade religiosa/espiritual.

Para nós, a construção da revolução socialista se dá em cada ação cotidiana individual e coletiva. Ela incorpora, necessariamente, o debate da classe trabalhadora em toda a sua diversidade humana. Ele exige a reconstrução da solidariedade como princípio ético das ações individuais e coletivas. Ela se constrói a partir de agora, em cada ação de resistência que somos capazes de construir.

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